CONCERTO DA PAZ

FOTOGRAFIA © | Portão de armas da Fortaleza de São Sebastião da Ilha de Moçambique (pormenor)

Descrição sumariada

1. Objectivos

Objectivo estratégico

Promover a paz em Moçambique através da realização de um concerto musical comemorativo dos 50 Anos da Independência de Moçambique.

Objectivos gerais

(a) Formular, organizar, produzir e realizar um espectáculo musical em 2025, porventura em 25 de Junho (dia da independência nacional), em Moçambique.

(b) Promover a valorização e dinamização do património histórico e cultural moçambicano.

(c) Promover a valorização dos artistas (autores, compositores, intérpretes) moçambicanos e difundir internacionalmente os seus nomes, imagens e trabalhos.

(d) Promover a identidade, a coesão e a inclusão sociais moçambicana.

(e) Dinamizar a capacidade organizativa e a qualificação de equipas técnicas e profissionais.

2. Enquadramento

Moçambique alcançou historicamente a independência em 25 de Junho de 1975; e, em 2025, fará os primeiros 50 anos volvidos desse dia. Trata-se de uma efeméride e razão para se comemorar. A comemoração festiva pode ser de instrumento para promover valores e princípios fundamentais.

A independência de Moçambique é um importante e significativo marco histórico, social, cultural e económico. Com a independência e assunção da soberania nacionais, Moçambique iniciou pela primeira vez na sua história um percurso de construção, fixação, afirmação e valorização da sua identidade. A identidade nacional é a prerrogativa mais fundamental na construção e desenvolvimento de uma nação. É a identidade que constrói na mente dos homens a noção de quem são, de onde vêm, onde e como vivem, e o que aspiram fazer futuramente. Essa noção define os laços que unem as pessoas, as famílias e as comunidades num espírito de igualdade, pertença, entreajuda, e, com isso, a consolidação da coesão nacional. Esses laços unem os homens uns aos outros e unem os homens ao seu território, à sua história comum (a história nacional), à partilha e vivência de valores e princípios colectivos, e à valorização e salvaguarda das tradições, usos e costumes. Os laços e a partilha são forças importantes no desenvolvimento da inclusão nacional, pois a nação é o lugar espiritual, cultural, social, económico e ambiental onde todos vivem, partilham de recursos comuns, e onde ninguém deve ficar para trás ou excluído. A coesão nacional é a maior força de uma nação, pois é ela que cria nas mentes dos homens a motivação e as vontades de defender e preservar a sua própria identidade, desenvolver a nação que os une e diferencia dos outros. Sem esta coesão, a nação é sempre frágil e vulnerável às forças internas de segregação, apartação, desligamento, desmembramento, discriminação, marginalização, distanciamento, e, portanto, de desunião. Mas sem ela também, a nação fica vulnerável às forças externas que exploram essa vulnerabilidade para seus fins, interesses e objectivos estratégicos.

A identidade é visivelmente fixada também por sinais que todos podem observar e aos quais se associam simbolicamente valores fundamentais. São exemplo o hino, a bandeira, a língua oficial, as insígnias nacionais, entre outros; e as cerimónias oficiais centram-se à volta de tais sinais para, precisamente, promovem a identidade, a coesão e o sentido de pertença. A força de uma nação aglutina-se pois na força que mantém coesa a sua população, e só o espírito de nos mantermos juntos numa identidade comum e colectiva poderá almejar promover o desenvolvimento nacional.

Desde a independência nacional que Moçambique tem feito um notável esforço, interna e externamente junto da comunidade internacional, na afirmação da sua identidade valores e princípios, no reconhecimento da sua soberania, e na promoção, valorização e dinamização do seu património, cultural ou natural.

Um primeiro ciclo e marco a ser observado hoje é, precisamente, o percurso dos primeiros 50 anos volvidos da independência nacional. Este marco permite-nos fazer agora um ponto de situação do estado actual da nação, observar e analisar numa visão histórica o que se fez ao longo desse percurso, e perspectivar o futuro próximo. Esta análise é importante para sabermos responder às seguintes perguntas fundamentais: quem somos, de onde vimos, para onde vamos. Esta análise deverá, por um lado, ser realizada na generalidade e os seus resultados incorporados por toda a população; e, por outro, de modo mais abrangente e profundo, por especialistas, investigadores, académicos e demais personalidades que com o seu pensamento e acção se tornaram influentes e com visível e significativo impacto na sociedade. Tal poderá ser conseguido através da elaboração e divulgação de artigos, da realização de entrevistas, debates, palestras e outros eventos congéneres, subsidiados pela comunicação social, e, claro está, pela produção e realização de eventos públicos de carácter cultural, tais como exposições temáticas e espectáculos teatrais, musicais, de dança, ou de outra natureza e tipologia.

Estas considerações são importantes para se compreender que estamos perante a enorme oportunidade e desafio históricos de promover estas ideias e realizar estes propósitos. Neste sentido, emerge a ideia da formulação, organização, produção e realização de um grande e significativo espectáculo musical a nível nacional que permita servir de comemoração desta efeméride dos 50 Anos da Independência de Moçambique. Ao trazer a ele todos os artistas (autores, compositores, intérpretes) moçambicanos, porventura completado por artistas estrangeiros especialmente convidados, permitirá criar um evento de expressiva natureza, dimensão e impacto nacional, pois, como é amplamente reconhecido, a música e o canto une os homens, ultrapassando as barreiras e os antagonismos que eventualmente existam. Ao trazer-se a este espectáculo comemorativo vários artistas moçambicanos, poder-se-á também promover a sua afirmação e trabalho. Tal é também uma forma estratégica de valorizar e dinamizar os seus nomes, imagens e visibilidade, a nível nacional e internacional. Um outro aspecto, não menos importante, é o desenvolvimento e fortalecimento da capacidade organizativa das empresas moçambicanas na produção e realização de espectáculos de grande envergadura, permitindo também a valorização, o treino, a formação, a qualificação e a dinamização de equipas técnicas e profissionais, não esquecendo a associação às da comunicação social.

3. Situação actual

Moçambique encontra-se num ponto de viragem histórica, marcado pelos actuais e significativos passos da consolidação da paz interna, sem a qual não é possível promover o desenvolvimento harmonioso do país, de forma coerente e consistente. Tais passos são também fortalecidos pelo reconhecimento da comunidade internacional e demais parceiros da cooperação para o desenvolvimento. A visibilidade dos passos torna-se, pois, importante para esse reconhecimento, e é determinante para se poder desenhar e percorrer o caminho futuro da paz, da coesão nacional, do progresso cultural, social, económico e ambiental, centrados e dirigidos para a melhoria da qualidade de vida de todos os moçambicanos.

Assim, a comemoração dos 50 anos da independência nacional pode integrar também o conceito da paz, e fazer de um concerto musical uma oportunidade de juntar todas as partes e ultrapassar os antagonismos do passado. Com esta ideia em mente, torna-se oportuno e adequado designar tal espectáculo por Concerto da Paz.

Noutra dimensão, Moçambique é detentor de uma grande riqueza cultural e de um já amplo conjunto de artistas autores, compositores e instrumentistas, que podem agora ser chamados a um propósito comum, sensibilizados para a importância do papel que podem ter na sociedade, e estimulados a participarem com vontade e determinação.

4. Implementação

No seguimento destas considerações, estamos perante a oportunidade e desafio em conceber e realizar um

'Concerto da Paz
em
Comemoração dos 50 Anos da Independência de Moçambique'

Para a sua realização, dever-se-á:

(4.1) Constituir o órgão coordenador.

(4.2) Formular o espectáculo e elaborar o seu alinhamento.

(4.3) Criar a letra e música da canção do lema.

(4.4) Estabelecer parcerias colaborativas com as entidades institucionais, os órgãos de comunicação social, e os artistas escolhidos e convidados.

(4.5) Produzir e realizar entrevistas, reportagens, debates e palestras e promover a divulgação pelos órgãos de comunicação social.

(4.6) Formular o programa de trabalho, estruturando-se em componentes, fases, metas e objectivos parciais, equipas de trabalho, estabelecer o cronograma da sua execução, e elaborar o orçamento indicativo.

(4.7) Produzir, realizar, editar, inserir e manter os conteúdos audiovisuais e de multimédia no portal da internet dedicado ao Concerto (https://concertodapaz.com).

(4.8) Criar e implementar o regime de capacitação financeira e material, e executar o orçamento.


Ficha técnica

Título:

CONCERTO DA PAZ

Descritivo:

Produção e realização de um concerto musical comemorativo dos 50 anos da independência de Moçambique

Prazo indicativo:

2023-2025

Tipo:

Interinstitucional

Natureza:

Música, canção, espectáculo

Coordenação:

Mozambique Museums, Limitada

Parceiros:

Em definição

Website:

Concerto Da Paz

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A imagem supra é um logótipo que identifica o programa, e está registado no IPI - Instituto da Propriedade Industrial (Moçambique).
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